
The Blind Side não poderia ganhar um título em português mais injusto, já que muito da sua essência está no trocadilho que se faz com as técnicas de futebol americano e os problemas da vida no que se poderia traduzir como "ponto cego". O filme, dirigido por John Lee Hancock, narra a história de Michael Oher - um jovem adolescente negro, gordo, pobre e quase analfabeto - que ganha uma bolsa de estudos de uma escola por causa de um único talento: saber jogar futebol. Michael então fica amigo de um garoto na escola, o que chama a atenção de sua mãe, Leigh Anne Touhy (Sandra Bullock). Ela acaba se sensibilizando com a história de Michael e vê nele um grande potencial não apenas como atleta, mas principalmente como ser humano. É a partir desse encontro que a vida de Michael Oher terá uma reviravolta surpreendente. Sandra Bullock está ótima em cena apesar de não ser uma de suas melhores atuações, por outro lado, Jae Head - que interpreta seu filho Sean "S.J." Tuohy, Jr. - é irritante todo o tempo, tem voz muito aguda e soa em alguns momentos intrometido. O longa tem bom ritmo e roteiro mas torna-se menos interessante nas sequências de esportes. É rodeado também de alguns clichês, que incluem: a personagem que, no ponto de giro, levanta a auto-estima do pobre protagonista e a solução vem no próximo segundo; a família perfeita cheia de frases de efeito e uma burguesia que apenas ajuda os pobres por vantagem própria. O filme tem, entretanto, uma carga dramática equilibrada; traz uma reviravolta no roteiro que faz a audiência mudar sua visão sobre os Tuohy e apresenta uma trama carismática. O longa é uma história real contada no livro de John Lee Hancock, "The Blind Side: Evolution of a Game" e concorre ao Oscar nas categorias: Actress in a Leading Role (Sandra Bullock) e Best Picture. Vale a pena pelo diálogo: "You're changing that boy's life"; "No, he's changing mine".
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