terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Lua Nova



New Moon, dirigido por Chris Weitz e baseado na série de livros Twilight, nem é tão frustrante como parte da crítica disse ser. De fato o filme está longe de ser uma obra atraente e bem feita e dos seus 130 minutos, apenas 30 soam razoavelmente interessantes. O resto do longa se arrasta numa verborragia água com açúcar entre Bella e Edward e o triângulo que envolve Jacob. É evidente que os livros sejam escritos para adolescentes, mas sua adaptação para o cinema e seus diálogos menosprezam a inteligência do espectador com perguntas que envolvem "você cortou o cabelo?" quando a protagonista vê Jake com novo visual. Outra cena terrivelmente estruturada é quando ele vai ao cinema com Bella e sentados na escada são interrompidos por um classmate dela. Jacob se levanta irado, fazendo caretas numa interpretação que rende risos gratuitos. Bella é definitivamente interesseira. Quando é abandonada pelo vampiro e se vê sofrendo pela perda tenta se aproximar de Jacob. Primeiro porque necessita de seus favores como mecânicos, segundo porque quer manter sua cabeça ocupada e longe de Ed. Quando o vampiro retorna, Bella simplesmente rechaça o lobo, cria um drama por sua amizade, diz que o amo, mas que é preciso se afastar. Bella aliás não tem nenhum carisma. Passa a maior parte do tempo sugando energias que alimentam suas fantasias num bizarro relacionameto com o vampiro Edward e sofre de amor como se nunca tivesse vivido. Há neste caso uma exacerbação das emoções de forma tão ilógica e irreal que causa efeito inverso. A protagonista deixa de ser a indefesa garota em busca de sua paixão, para se tornar a garota de personalidade forte e intolerável que não mede esforços para satisfazer seu amado. Edward por outro lado, atrás de uma maquiagem que ligeiramente está melhor no segundo filme, exprime apatia. Sua personalidade aparentemente dócil e tranquila é na verdade a ausência de uma essência de caráter. Edward em alguns momentos causa raiva ao espectador, impulsionado por sua falta de ação; em outros faz doer o ouvido da audiência que é obrigada a compartilhar a troca de frases artificialmente emotivas entre o casal. Jacob não foge do padrão. Apesar de ter um tipo mais protetor, sua presença em cena não gera a química necessária que seu rival tem. Fisicamente é mais avantajado, é mais atraente, mas falta-lhe maturidade para compreender a natureza do seu relacionamento com Bella. Os 30 melhores minutos do loga estão justamente na curta viagem para Itália. Nesta sequência, há uma pequena mas suficientemente tensão no roteiro: o espectador é incitado a descobrir o que pode acontecer com o vampiro e a decisão a ser tomada com o casal e Alice pelos Volturi. Neste momento o filme sofre uma ligeira contração mas volta à sua mesmice. As cenas que envolvem a família Cullen também são boas e tão uma atmosfera mais agradável que as acontecidas dentro da casa de Bella. Um ponto positivo já comentado por alguns é a trilha sonora do longa que abrange um estilo indie rock e alternative rock.

2 comentários:

Vinicius S disse...

Discordo mto sobre as cenas da casa da Família cUÓllen serem interessantes, acho que elas só servem pra mostrarem como os lobos são mais "quentes" e eles mais frios, polidos dmais. As cenas com os lobos que foram interessantes, o filme, pra mim, só é assitível nesse momento.

E concordo em tudo o que vc falou sobre os desvios de carater da Bella!

Lucas Oliveira disse...

Vinicius S, eu não gosto tanto dos lobos, não vejo muita graça. Além da história não chamar atenção, parece que o grupo é pior como atores. Talvez impressão.