
New Moon, dirigido por Chris Weitz e baseado na série de livros Twilight, nem é tão frustrante como parte da crítica disse ser. De fato o filme está longe de ser uma obra atraente e bem feita e dos seus 130 minutos, apenas 30 soam razoavelmente interessantes. O resto do longa se arrasta numa verborragia água com açúcar entre Bella e Edward e o triângulo que envolve Jacob. É evidente que os livros sejam escritos para adolescentes, mas sua adaptação para o cinema e seus diálogos menosprezam a inteligência do espectador com perguntas que envolvem "você cortou o cabelo?" quando a protagonista vê Jake com novo visual. Outra cena terrivelmente estruturada é quando ele vai ao cinema com Bella e sentados na escada são interrompidos por um classmate dela. Jacob se levanta irado, fazendo caretas numa interpretação que rende risos gratuitos. Bella é definitivamente interesseira. Quando é abandonada pelo vampiro e se vê sofrendo pela perda tenta se aproximar de Jacob. Primeiro porque necessita de seus favores como mecânicos, segundo porque quer manter sua cabeça ocupada e longe de Ed. Quando o vampiro retorna, Bella simplesmente rechaça o lobo, cria um drama por sua amizade, diz que o amo, mas que é preciso se afastar. Bella aliás não tem nenhum carisma. Passa a maior parte do tempo sugando energias que alimentam suas fantasias num bizarro relacionameto com o vampiro Edward e sofre de amor como se nunca tivesse vivido. Há neste caso uma exacerbação das emoções de forma tão ilógica e irreal que causa efeito inverso. A protagonista deixa de ser a indefesa garota em busca de sua paixão, para se tornar a garota de personalidade forte e intolerável que não mede esforços para satisfazer seu amado. Edward por outro lado, atrás de uma maquiagem que ligeiramente está melhor no segundo filme, exprime apatia. Sua personalidade aparentemente dócil e tranquila é na verdade a ausência de uma essência de caráter. Edward em alguns momentos causa raiva ao espectador, impulsionado por sua falta de ação; em outros faz doer o ouvido da audiência que é obrigada a compartilhar a troca de frases artificialmente emotivas entre o casal. Jacob não foge do padrão. Apesar de ter um tipo mais protetor, sua presença em cena não gera a química necessária que seu rival tem. Fisicamente é mais avantajado, é mais atraente, mas falta-lhe maturidade para compreender a natureza do seu relacionamento com Bella. Os 30 melhores minutos do loga estão justamente na curta viagem para Itália. Nesta sequência, há uma pequena mas suficientemente tensão no roteiro: o espectador é incitado a descobrir o que pode acontecer com o vampiro e a decisão a ser tomada com o casal e Alice pelos Volturi. Neste momento o filme sofre uma ligeira contração mas volta à sua mesmice. As cenas que envolvem a família Cullen também são boas e tão uma atmosfera mais agradável que as acontecidas dentro da casa de Bella. Um ponto positivo já comentado por alguns é a trilha sonora do longa que abrange um estilo indie rock e alternative rock.
2 comentários:
Discordo mto sobre as cenas da casa da Família cUÓllen serem interessantes, acho que elas só servem pra mostrarem como os lobos são mais "quentes" e eles mais frios, polidos dmais. As cenas com os lobos que foram interessantes, o filme, pra mim, só é assitível nesse momento.
E concordo em tudo o que vc falou sobre os desvios de carater da Bella!
Vinicius S, eu não gosto tanto dos lobos, não vejo muita graça. Além da história não chamar atenção, parece que o grupo é pior como atores. Talvez impressão.
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