
Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas tem roteiro assinado pelo casal Alexandre Machado e Fernanda Young (os mesmos autores da série e do primeiro filme) e direção de José Alvarenga Jr. O filme é curto, tem apenas 75 minutos mas é o suficiente. A história narra um conflito vivido por Rui e Vani que ao perceberem que a relação está desgastada apela para um ménage à trois. Os diálogos e piadas são de extremo mau gosto, o plot é batido e cheio de clichês e o longa se arrasta em situações cansativas. Aliás o grande defeito do segundo filme está justamente em sua trama. O enredo poderia ser facilmente encurtado e caberia melhor a um episório de série que necessariamente ao cinema. A história não evolui, tem cenas enfadonhas e o uso de palavras chulas que antes tiravam o riso da audiência na TV, agora parece vazio, apelativo além da exacerbada conotação sexual inseriada no filme. Há inclusive uma cena em que o casal encontra um bicho-preguiça e aparecem algumas frases dizendo que nenhum animal foi mal tratado no filme (apenas estagiários) e que o cruzamento daquele animal com a raça humana daria origem a um baiano de suéter. Comentários preconceituosos e gratuitos do gênero são desnecessários e este é apenas uma das piadas embutidas no filme. A fórmula de "Os Normais" está desgastada mais do que tudo, não tem por onde mais ser explorada. Talvez em episódios curtos para TV que tragam situações cômicas do cotidiano façam mais sentido que criar um produto para o cinema onde o conceito de espaço, tempo e história tem dimensões distintas e não funcionam. Não há o mesmo timing entre os atores e as participações de Danielle Winits, Drica Moraes, Daniele Suzuki e Cláudia Raia, além de serem curtas, são irrelevantes, não acrescentam nada nem à história quanto menos ao espectador. O filme é de uma pobreza tão grande que nem como entretenimento pastelão serve ser elogiado.
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